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12/06/2023

Estudo da FGV ECMI mostra que paquera e memes lideram assuntos mais falados no Twitter

Love is in the Web analisa os padrões do comportamento afetivo nas redes sociais

Love is in the Web ??

 

 

O que as redes falam sobre o amor?

 

A relação entre amor e internet é um tema que desperta o interesse de pessoas de todas as idades, regiões e campos políticos. No contexto nacional, em 2011, uma pesquisa da Millward Brown destacou que cerca de 65% dos brasileiros já teriam usado sites de relacionamento para procurar um “amor ideal”. ESCOLA DE COMUNICAÇÃO, MÍDIA E INFORMAÇÃO DA FGV.

De lá para cá, a vivência do amor na Web adquiriu novas camadas, relacionadas, sobretudo, à plataformização da vida e das experiências humanas, incluindo o amor e o sexo. Não à toa, o Brasil contém o segundo maior mercado para aplicativos de namoro, perdendo apenas para os Estados Unidos, segundo uma pesquisa de 2021 da Pew Research Center. E mesmo com variações a partir da religião, idade, espectro político, sexualidade e experiências de vida, o amor segue extrapolando diferenças dentro e fora das plataformas. É o que mostra o estudo Love is in the Web, da Escola de Comunicação da FGV.

Centrado no monitoramento do comportamento afetivo em diversas plataformas, a investigação se divide em três partes: na primeira, identifica como temas relacionados a namoro, paquera e sedução são utilizados por diferentes grupos sociais e políticos; na segunda, observa as reações ao uso de aplicativos de relacionamentos; e na terceira, faz um mergulho qualitativo nas diferentes expressões de relacionamentos e paquera no ambiente digital. Com isso, o estudo identifica que:

 

A discussão sobre a possibilidade de se relacionar com pessoas politicamente divergentes vem mobilizando milhares de pessoas no Twitter;

? No entanto, a maior parte dos usuários da plataforma trata de amor, sexo, paquera e apps de relacionamento sem considerar questões políticas;

? O humor, materializado em memes e piadas, consegue furar bolhas ideológicas, representando espaços de diálogo menos acirrado entre pessoas diversas;

? No Twitter, as conversas sobre o Tinder e o Grindr abordam histórias cômicas, alertas sobre golpes financeiros e relatos eróticos;

? No Tinder, há um alto índice de relatos frustrados ou cômicos em relação ao app, já a discussão sobre o Grindr tende a ser mais diretamente relacionada a sexo;

? No Facebook e no Instagram, o amor é manifestado de formas diversas. Ao todo, cerca de 7 padrões comportamentais foram identificados, abrangendo debates sobre cristianismo, diversidade, relacionamentos à distância, ciúmes, aconselhamento financeiro, tempo de relacionamento e papéis de gênero.

 

As redes só pensam naquilo…

 

Normalmente associada ao monitoramento do debate político, o Twitter ganha nova cara quando analisado sem filtros, apenas a partir de seus retuítes não temáticos. Grupos políticos surgem como nichos e dialogam com conjuntos que tem a fofoca, os memes e os relacionamentos como temas principais. Apesar de ser um cenário importante de debates políticos e fonte de informação, o Twitter também é muito amor!

 

grafo

 

 

  • Grupos formados por jovens e centrados em memes, relacionamentos e fofocas sobre celebridades agregam o maior número de perfis no Twitter, à frente de paixões nacionais, como o futebol e a política.
  • Perfis do grupo de entretenimento e celebridades dominam menções a aplicativos, com quase 55% dos perfis. Esquerda vem em segundo, com 14%.
  • Entre grupos que mencionaram aplicativos de relacionamento, cerca de 10% se distribuem entre os conjuntos de futebol, memes e política de direita. Com maior ou menor intensidade, o tema repercute em todos os principais campos do debate público digital brasileiro.

 

memes

 

 

ícone PDFAcesse o estudo Love is in the web!

 

 

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19/2018.

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